Behringer MS-16 Review

Recentemente um amigo me apresentou as caixinhas MS-16, da Behringer. A ideia seria utilizá-las como monitores de referência de baixo custo, mas já vou estragar os prazeres econômicos desde já: não dá pra mixar em alto nível com essas caixas. Por razões óbvias, afinal a dimensão delas é reduzida, assim como o diâmetro dos alto-falantes, o que prejudica bastante os graves. Sobre eles vou falar mais adiante, guenta aí.

 

BEHRINGER, AME OU ODEIE

A Behringer é famosa por oferecer soluções de baixo custo, com qualidade ora razoável, ora boa. Às vezes espantosamente muito boa. No caso das MS-16 eu ficaria no razoável, quase chegando em bom.

O acabamento é médio, com material em plástico, mas sem comprometer ou parecer frágil demais. As conexões não são tão robustas, mas novamente nada que comprometa.

As MS-16 são ativas, ou seja, você não vai precisar de um amplificador. As conexões são formato RCA. Elas são, de fato, vendidas como monitores ativos e a potência total é de 16w, porém a própria Behringer classifica em seu site como “Multimedia Speakers”. Nada como um bom marketeiro para estampara na caixa “Personal Monitor Speakers”. Ah, então tá bom! Afinal, são woofers de 4” e tweeters de 1,5”.

 

Behringer MS-16 Monitor Pessoal de Referência

Behringer MS-16

QUALIDADE DO SOM

Em relação à qualidade de som, é boa, considerando as dimensões das caixas. Eu diria que são excelentes caixas multimídia, com pretensões de monitores de referência. Como você sabe, por questões físicas, alto-falantes e caixas pequenas tem extrema dificuldade de reproduzir graves. As MS-16 não são exceção à regra. Para solucionar essa questão os fabricantes, em geral, recorrem à técnicas de ressonância ligadas ao desenho das caixas, a fim de incrementar as frequências mais baixas e, dessa forma equilibrar a falta de graves.

As MS-16 tem graves?

Tem. Eles são confiáveis para utilizar numa mixagem pra valer? Eu diria que não. Conforme se aumenta o volume, o som distorce um pouco e os graves também perdem a definição. Para ser bem honesto, eu te diria que a resposta está mais para médios graves que graves. Sub graves? Esqueça, esse equipamento não é pra isso.

 

AFINAL, SERVE?

Isso torna as MS-16 imprestáveis? Mas é claro que não, meu rapaz. Elas são uma opção para quem está montando um home studio e não tem muita grana para investir no momento. Tem muita gente por aí tirando leite de pedra e no final das contas os resultados na sua produção musical dependem muito da sua competência, experiência, sensibilidade artística e flexibilidade. Por exemplo, você pode utilizar fones de ouvido para auxiliar na referência. Você vai fazer a pergunta, sei que vai fazer: “você me recomendaria essas caixinhas?”. Não. Não recomendaria essas caixinhas para mixagem. Minha recomendação é que, se possível, você gaste um pouco mais para conseguir algo mais robusto. Porém, se você está sem grana e precisa começar, aí pode ser uma boa pedida, mas já pensando em um upgrade num futuro próximo.

 

VEREDITO

Ótimas caixas multimídia. Servem para monitorar o sinal, mas não para mixar profissionalmente. O preço é convidativo e consideramos justo para o nível de qualidade que é entregue. Servem também para levar com você, para gravações fora do estúdio, pois são pequenas. Existem soluções para essa finalidade com mais qualidade, porém o preço é bem maior. Há outras aplicações para as MS-16 como, por exemplo, fonte sonora para teclados ou players, podendo ser utilizada também em sistemas de Home Theater, pois são superiores às caixas comuns que vem nesses aparelhos.

Resumindo e finalizando: são honestas, tem várias aplicações e valem o dinheiro investido, mas não são ideais para mixar trabalhos profissionais.
Se você já comprou e ama as MS-16, por favor, não me julgue. Estou apenas tentando ajudar 😉

 

Quem é o editor do Guia do Áudio?


O Guia do Áudio é mantido por Gabriel Guerra

Músico, compositor, produtor musical e publicitário.

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2 Comentários

  1. Boa tarde meu caro!

    As propostas da Behringer encaixam-se totalmente nas minhas necessidades financeiras.
    Até agora ainda não me arrependi de utilizar produtos Behringer.
    Possuo uma V-AMP 3 e um pedal HD300.

    Por exemplo, não dá para usar caixas multimídia como subwoofer e nem o microsystem de casa como monitor profissionais, mas quebram um galho.

    Mas pensa em uma mesinha 5 canais e estas caixinhas ligadas no main out desta mesa, somada a uma boa pedaleira e um direc-box, o REC OUT conectado ao computador e por ai vai…

    Descobri seu site hoje e estou futucando tudo.
    Bons conteúdos, parabéns! Me inscrevi no canal do Youtube

    • É por aí mesmo, Carlos. Tudo é uma questão de adequação. Dá pra fazer um som com qualidade, mesmo com equipamentos modestos. Qualquer coisa, é só falar! Grande abraço, Gabriel.

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