E a música independente chegou

E vai muito bem, obrigado.

Quando os computadores começaram a penetrar o estúdios de gravação estava na cara que haveria uma grande mudança na forma de produzir e escutar música. Algumas gravadoras ficaram de olho, outras não deram bola. Normal, o mercado é assim. Isso era no início dos anos 2000. Hoje, as consequências desse avanço de natureza tecnológica são evidentes e o maior impacto, sem dúvida está no custo de produção de um CD.

“Muitas bandas se matariam para soar assim, com essa qualidade no início dos anos 2000”

Sempre que estou mixando algum material, gosto de enviar para outras pessoas. Quero saber o feedback de quem vai ouvir. Recentemente, estava finalizando uma track no estilo “metal” e o feedback que tive foi “muitas bandas se matariam para soar assim, com essa qualidade no início dos anos 2000”. Ele não disse isso porquê eu sou o cara. Ele disse isso porque antes não se tinha as mesmas ferramentas que hoje podemos ter pagando muito pouco. Auto tune? Fala sério!

O simples comentário me fez ter vontade de escrever esse artigo. É muito importante que os músicos, produtores e profissionais do mundo da música tenham essa consciência: hoje é muito mais barato produzir um CD. Com um bom produtor e o equipamento adequado é possível chegar a resultados fantásticos. As interfaces para captação do áudio estão muito mais acessíveis hoje, com preços a partir de R$200,00. Se for considerar em dólares, então chega a ser ridículo. Isso sem falar nos plugins e a polêmica da pirataria. Mas hoje não queria falar de tecnologia, queria falar de música.

Em 2005 iniciei um projeto chamado LifeStorm, que tinha a seguinte proposta: eu ia gravando no meu Home Studio e ia liberando versões das músicas enquanto ficavam prontas, fotos, videos, enfim, um log do processo criativo. Na época foi algo que teve um retorno muito positivo, porém por motivos profissionais fui forçado a tirar o pé do acelerador e o projeto ficou em stand by. Meninos e meninas, era 2005! Se dava pra fazer coisas legais em 2005, imaginem hoje. Pois é, de lá pra cá muita coisa evoluiu e o mercado ficou muito interessante, com milhares de artistas aparecendo mais e com mais qualidade, não só no Brasil, mas em todo o mundo.

Garimpo Global

Já parou um tempo pra navegar no Soundcloud? Se sim, você já sabe o universo que tem lá. Se não, você está dando muito mole. Vai lá garimpar. Garanto que não irá se arrepender.
Se você curte rap, vou dar uma dica, escuta o F2L (Rio de Janeiro, Brasil):

 

E o soft rock elefante do The Shakes (Melbourne, Australia)?

 

E o atmosférico Gleb Laurel (Paris, França)?

Esses caras não estão de brincadeira! Aliás, Soundcloud, Youtube e similares são um bom assunto para o próximo artigo, pois não adianta produzir se não tiver pra quem mostrar, certo? A cena independente não é mais passado, ele é presente! Cadê você, cara? 🙂

Ah, claro, a música que eu estava mixando? É essa aqui embaixo.

Quem é o editor do Guia do Áudio?


O Guia do Áudio é mantido por Gabriel Guerra

Músico, compositor, produtor musical e publicitário.

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